Problemas com a alfabetização – Parte 3

 Olá!!!! Tudo bem com você?

Hoje encerramos o assunto alfabetização com a terceira e última parte da série. Se você ainda não leu os posts anteriores (parte 1 e 2), não deixe de conferir…

Uma dúvida muito comum que os pais têm em relação à alfabetização, é sobre a melhor idade ou idade correta para se alfabetizar uma criança.

Apesar dessa discussão ser polêmica entre alguns autores, vamos considerar para essa análise os estudos propostos por Emília Ferreiro, psicolinguista argentina que estudou e trabalhou com o célebre  biólogo suíço, Jean Piaget.

De acordo com os estudos de Emília Ferreiro, a criança só está pronta, para ser alfabetizada, quando ela supera a fase denominada por ela de “realismo nominal”.

Nessa fase, a criança não consegue diferenciar o significante do significado. Isso quer dizer, por exemplo, que se você apresenta para a criança duas fichas contendo as palavras “boi” e “formiguinha” e pede à ela que aponte onde está cada uma das palavras, ela certamente apresentará as palavras trocadas e explicará que a palavra boi é grande porque o boi é grande e a palavra formiguinha é pequena porque a formiguinha é pequena.

Assim sendo, a criança não consegue identificar que a representação gráfica da palavra é diferente da sua forma material. Outro exemplo comum é quando pedimos à criança que nos diga uma palavra parecida com bola e ela responde pneu, argumentando que as palavras são iguais porque o pneu também é redondo.

O que a estudiosa argentina descobriu, revolucionou completamente a forma de encararmos a aprendizagem da leitura e da escrita, pois descobriu-se que não é a idade da alfabetização que importa e sim a maturidade da criança para a prontidão dessas habilidades. Ou seja, se a criança tem 7 anos e ainda não superou o realismo nominal, não estará pronta para a alfabetização.

E como identificamos se nossos filhos já superaram o realismo nominal? Simples: fazendo testes rápidos com a criança. Por exemplo: apresente à ela palavras grandes e pequenas e peça que ela identifique cada palavra. Se ela responder invertendo o tamanho das palavras, estará ainda nessa fase. Outro exemplo é pedir que a criança indique palavras que se pareçam com bola, casa, quadrado, círculo, boneca, balde, etc e observe qual será a resposta. Possivelmente, ela responderá baseando-se na forma do objeto e não na estrutura da palavra.

Finalmente, você deve estar se perguntando como é possível superar essa fase ou incentivar nossa criança para que supere. Isso também é muito simples. Você pode fazer isso em casa mesmo e sem gastar muito tempo. Apenas brinque com a criança de bater palmas para falar as sílabas das palavras, de contar quantas vezes ela abriu a boca para pronunciar cada palavra, de contar com os dedinhos a cada vez que identificou um som diferente na palavra e inúmeras outras brincadeiras que farão com que ela observe que a representação gráfica da palavra é diferente de sua forma.

E se sua criança está tendo dificuldades na alfabetização e você teve necessidade de mudá-la de escola ou ela apresenta resistência em ler e escrever em decorrência de ter mudado de ambiente escolar, sugerimos que você conheça o vídeo da fada madrinha Clara, específico para trabalhar as emoções da criança numa situação de insegurança decorrente de tal mudança. Confira o vídeo no link:Mudança de escola.

Ficamos por aqui! Grande abraço e até a próxima!

 

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