Preparando nossos filhos para a vida

De acordo com o dicionário etimológico, a origem da palavra educar vem do latim educare, educere, que significa literalmente “conduzir para fora” ou “direcionar para fora”.

O significado do termo (direcionar para fora) era empregado no sentido de preparar as pessoas para o mundo e viver em sociedade, ou seja, “conduzi-las para fora” de si mesmas, mostrando as diferenças que existem no mundo.

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), filósofo suíço, em sua obra Emílio ou Da Educação, afirma que “Nosso verdadeiro estudo é o da condição humana. Quem entre nós melhor sabe suportar os bens e os males desta vida é, a meu ver, o mais bem educado; daí decorre que a verdadeira educação consiste menos em preceitos do que em exercícios.”

Correlacionando o pensamento de Rousseau com os dias atuais, podemos dizer que não basta que nos preocupemos com a educação formal, ou seja, que busquemos as melhores escolas para nossos filhos, pois muito mais importante que a instrução recebida nas instituições de ensino, é a educação para a vida. E esta nós recebemos (ou não) em nossos lares.

Há quem prepare seus filhos para os “exames” escolares com grande incentivo ao alcance de notas e classificações ou qualificações cognitivas, como primeiros colocados de turma, etc, visando um futuro promissor com o coroamento de um nome na lista dos aprovados das melhores instituições superiores do país, entretanto, quando esses profissionais são devidamente expostos ao mercado de trabalho, tendem ao fracasso.

Tal situação vem crescendo e se tornando comum nas empresas que se ressentem de profissionais preparados para a prática do cotidiano, para as relações interpessoais, para a gestão de pessoas, para a liderança que muitas vezes é enfraquecida e omissa. Portanto, se você se preocupa com o futuro de sua criança, dê a ela os recursos necessários para o autodesenvolvimento e o autocontrole emocional a fim de que ela se destaque de maneira positiva e promissora.

E como proporcionar esse preparo a nossos filhos? Primeiramente, devemos estar aptos a prepará-los e para isso devemos  rever algumas posturas equivocadas. E  quais seriam?

A seguir, destacamos algumas das principais atitudes que podem contribuir para que preparemos nossos filhos para a vida:

  • Enxergue seu filho como um ser humano. E como um ser humano, saiba identificar suas forças e fraquezas;
  • Identificando suas forças e fraquezas, incentive-o a conhecer suas forças (sem conduzi-lo a soberba) e trabalhar suas fraquezas, conduzindo-o à mudança e à transformação pessoal;
  • Dê a ele o seu próprio exemplo de equilíbrio emocional a fim de superar os problemas do cotidiano, transformando-se também em um ser humano melhor a cada dia. Nada melhor do que o exemplo para garantir confiabilidade;
  • Ensine-o a não julgar as pessoas e, consequentemente, não julgue a ninguém, sob pena de contradizer-se e tornar-se um mal exemplo para seu próprio filho;
  • Alerte-o e prepare-o para que aceite o outro sem desejar mudar a ninguém. Ensine-o e incentive-o a mudar a si mesmo, sem exigir a transformação alheia; e
  • Ajude-o a desenvolver sua autoestima, respeitando-se e autoanalisando-se sem exageros ou culpas.

Essas são apenas algumas das dicas que poderão auxiliar você a preparar seu filho para a vida. E se você deseja conhecer mais ferramentas para desenvolver as melhores possibilidades no desenvolvimento e crescimento de sua criança, sugerimos que leia o livro Transformando Pardais em Águias.

Encerrando esse nosso post, convidamos você a uma última reflexão, também de Rousseau:

O homem que mais vive não é aquele que conta maior número de anos e sim o que mais sente a vida. Há quem seja enterrado a cem anos e que já morreram ao nascer.”

Um grande abraço e até a próxima!!!

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