O que o outro faz não importa!!! Será???

Olá! Tudo bem com você?

Quantas vezes você já ouviu essa frase: “Não importa o que o outro faça com você. O que importa é o que você faz com o que o outro faz com você” ?

Essa frase é dita e repetida aos nossos filhos com o objetivo de preservar a saúde mental/emocional de nossas crianças, em momentos de crise, sendo realmente válida para esse fim. Entretanto, vamos refletir sob um outro aspecto da questão.

Será que o que o outro faz realmente não nos afeta? Ou não afeta a sociedade e o mundo???

Se você deseja um mundo melhor para seus filhos, é hora de repensar sobre isso. Vamos lá?

Se pensarmos de maneira objetiva a respeito dessa questão, vamos perceber que nem sempre isso é verdadeiro.

Há momentos em que o comportamento do outro nos atinge negativamente sim e às vezes é preciso agir de forma objetiva. Caso contrário, seremos coniventes com a situação.

Vejamos um exemplo clássico, o bullying. Até quando iremos ignorar os sinais claros de alguém que nos humilha ou nos ameaça? Que direito o outro tem de nos machucar ou ferir gratuitamente?

É muito comum ouvirmos adultos orientando suas crianças a ignorarem o desrespeito de determinados colegas para evitarem problemas maiores, porém, tal comportamento não resolve a questão.

Nesse caso, o indivíduo que se comporta mal, que ofende, humilha ou maltrata seus colegas será estimulado a permanecer com o comportamento inadequado e isso será um grande erro de nossa parte, pois estaremos nos omitindo e reforçando o comportamento inadequado do outro.

O ideal é que o comportamento inadequado seja percebido como intolerável e que todos aprendam a se respeitar mutuamente. Ninguém tem o direito de ofender a ninguém.

Na medida em que nos omitimos, o desrespeito passa a ser reforçado e consentido, o que trará consequências terríveis para o futuro.

Vale lembrar que todo bullying um dia foi iniciado de forma aparentemente “inocente” e “inofensiva”. Como o indivíduo que o iniciou não foi inibido no primeiro momento, seguiu agindo de forma cada vez mais abusiva e constante.

E, finalmente, nos perguntamos: será que devemos realmente permitir que isso ocorra?

Talvez seja o momento de agirmos de forma mais assertiva impedindo que as más raízes cresçam como as ervas daninhas que prejudicam toda a plantação.

Se desejamos transformar a sociedade, devemos iniciar a transformação em nós mesmos, aprendendo a nos posicionarmos corretamente respeitando o outro e a nós mesmos.

Beijos iluminados e até a próxima!

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