Excesso de autoridade: funciona?

Olá! Tudo bem com você? Hoje nossa reflexão será sobre o excesso de autoridade. Será que ele funciona? Ou será que atrapalha?

Bem, inicialmente, vamos narrar um caso ocorrido com uma mãezinha que tinha por hábito tratar sua filha, de 7 anos, de forma bastante rígida e com excesso de autoridade. Suas regras eram extremamente rigorosas e a exigência sobre a criança era bastante excessiva.

Obviamente, essa mãe, era extremamente zelosa e carinhosa com a filha, porém, sua preocupação era demasiada quanto à educação da menina.

Certo dia, encontramos a mãezinha aos prantos, pois havia recebido um bilhete da professora de sua filha e aquilo a deixou bastante assustada porque nunca fora chamada na escola antes, não por uma queixa sobre o comportamento de sua filha.

Ao chegar à escola, a professora esclareceu o ocorrido: sua filha havia escrito um bilhete bastante constrangedor, usando palavrões e desenhos impróprios. A mãe ao ler o bilhete não teve dúvidas, pois reconheceu a letra da filha.

Amargurada e decepcionada com o comportamento da filha, ela indagou à menina sobre as razões de ter feito tal ato. A criança, assustada, explicou que não queria fazer aquilo, mas sua melhor amiga “mandou” que ela fizesse e ela não teve coragem de descumprir a ordem.

Após a narrativa da mãezinha, ainda com o coração doído de tanta decepção, tentamos esclarecer alguns aspectos que não haviam sido considerados por ela. O primeiro era o fato de que o modelo de relacionamento vivenciado pela criança em sua própria casa sempre foi de excesso de autoridade e cumprimento de ordens. E esse era o padrão com que ela estava acostumada.

Assim sendo, não foi difícil para ela recriar esses “laços afetivos” autoritários na escola e ela passou a transferir a vivência doméstica para a sala de aula, repetindo o mesmo padrão de “subordinação” à sua melhor amiga, que também demonstrava o mesmo comportamento de sua mãe, o que de certa forma, lhe trazia segurança.

O segundo aspecto a ser considerado, era que ela não estava acostumada a agir por si só. Sua mãe agia sempre por ela, determinando todos os seus passos. Tal comportamento, tirou dela toda a iniciativa, a possibilidade de fazer escolhas assertivas e a consequente responsabilidade por seus atos.

Esse é apenas um dos casos que conhecemos para narrar, pois existem vários outros. O que desejamos com tal exemplo é esclarecer que todo excesso é prejudicial. A autoridade deve ser exercida na medida exata, caso contrário, teremos o autoritarismo reinando em nossos lares.

Uma criança submetida a um rigor excessivo ou ao autoritarismo dos pais, tenderá a se tornar um adulto inseguro, sem iniciativa e presa fácil para pessoas inescrupulosas que a utilizarão para realizar seus desejos torpes. Além disso, tenderá a escolher um parceiro também autoritário que irá anular a sua própria personalidade, eliminando seus desejos, seus sonhos e quem sabe até mesmo sua vida.

Pensemos nessa questão e cultivemos a autoridade com equilíbrio, associado a muito amor, carinho, respeito e, sobretudo, muito diálogo.

Beijos iluminados e até a próxima!

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