Essa criança não tem mãe não???

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Olá! Tudo bem com você?

Você já ouviu esta frase??? Ou já chegou a dizê-la em alguma situação?

Bom, eu já ouvi algumas vezes e confesso que já a reproduzi mentalmente. Isso, obviamente, sem racionar por qual motivo estava fazendo isso. Mas... esta é apenas uma das diversas crenças limitantes que carregamos conosco e repetimos ao longo dos anos sem perceber, reproduzindo simplesmente o que já ouvimos dentro de nossos próprios lares.

Pois bem, é muito comum eu apresentar esta frase em minhas palestras com pais e mães e perceber que a plateia, como eu, simplesmente repete ou já repetiu, sem refletir sobre as implicações subliminares de palavras tão inocentes. Mas será que são realmente inocentes?

Vamos refletir um pouco acerca disso?

Em que contexto utilizamos tal frase? Normalmente a usamos para reproduzir nossa indignação ou descontentamento com o comportamento de alguma criança, não é mesmo?

Pode ser quando nos deparamos com uma criança fazendo birra num supermercado ou pulando em cima das cadeiras de uma sala de espera de um consultório médico ou, ainda, quando somos praticamente “atropelados” por uma criança que corre entre as mesas de um restaurante.

Possivelmente, você já presenciou alguma dessas cenas clássicas que tanto nos incomodam… E então, irritados com o ocorrido, impotentes diante de uma situação em que não nos é permitido intervir, porque não somos os pais dessas crianças, apelamos para a célebre frase: – Essa criança não tem mãe não???

Ora, por que nesse momento não dizemos: – Essa criança não tem pai não??? Por que culpamos, ainda que inconscientemente, só as mães pelo desastre na educação de uma criança mal educada? Por acaso o pai também não educa? Essa tarefa é apenas da mãe??? Como assim???

Chega a ser um absurdo tamanho preconceito, não é é verdade? Sim, porque a educação de uma criança é responsabilidade do casal e não apenas de um dos cônjuges. Cabe a ambos a tarefa de educar, orientar, corrigir o rumo, aparar as arestas… enfim… pais e mães são responsáveis igualmente pela disciplina e educação da criança.

Tal situação, além de absurda, pode parecer até mesmo conveniente para alguns homens que não querem ter esse desgaste emocional de educar e preferem ficar apenas com a parte boa de levar para passear, apresentar o filho que é a sua cara aos amigos, tirar selfies sorridentes e descomprometidas num fim de semana… enquanto as mães se desgastam e parecem nunca desfrutar de um descanso real.

Assim sendo, nada mais justo do que revermos esta frase a partir de agora e evitarmos que ao menos esta crença limitante seja perpetuada dentro de nossos lares. Já pensou sobre isso? Qual é a sua opinião em relação à esta questão?

Esteja a vontade para trocar conosco as suas impressões.

Beijos iluminados e até a próxima!!!

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