Consequências da superproteção

Olá! Tudo bem com você? Vamos falar um pouco sobre o tema superproteção? Você costuma superproteger os seus filhos? O que pensa a respeito? Será que a superproteção pode ter algum aspecto positivo na formação de nossas crianças?

Bem, o que podemos lhe dizer é que a resposta para essa pergunta é: NÃO!!! Mas e por que não? Vamos refletir a respeito?

Inicialmente, usaremos como referência para a nossa reflexão, a fala do historiador e professor da Unicamp, Leandro Karnal. Numa de suas palestras intitulada “Tempo Perdido”, disponível no YouTube, o professor Karnal afirma que tudo o que nos protege nos sufoca e, usando de uma metáfora da gestação da galinha, argumenta que “se até a terceira semana o pinto rompe o ovo, ele morre. Se a partir da terceira semana ele não rompe, também morre”. E acrescenta: “toda vez que eu protejo demais o meu filho, eu o torno limitado, todas as vezes”. 

Como podemos perceber, na análise de Leandro Karnal e de tantos outros autores da psicologia infantil, bem como da pedagogia, superproteger uma criança é um ato que acarreta diversas consequências negativas. Uma criança superprotegida torna-se dependente, insegura, imatura, incapaz de resolver seus próprios problemas e de vencer seus desafios.  Assim sendo, um adulto que foi superprotegido na infância tende a apresentar distúrbios comportamentais, dificuldade de lidar com frustrações e de relacionar-se de maneira saudável.

Em contrapartida, para proteger nossos filhos desse “mal”, teremos que repensar algumas práticas domésticas. E quais seriam? Vejamos:

1- desenvolva a autonomia de sua criança. Deixe que ela explore o mundo e as diversidades por meio de sua curiosidade espontânea;

2- desafie sua criança a vencer seus próprios obstáculos, ou seja, não lhe dê respostas prontas. Deixe que ela busque suas próprias respostas a partir da observação ao seu redor e das consequências de seus atos;

3- não faça tarefas para sua criança se ela mesma pode fazê-las. Incentive-a a realizar suas próprias atividades, sempre que possível, de forma a assumir suas próprias responsabilidades;

4- ensine sua criança a enfrentar seus medos e a vencê-los. Entretanto, lembre-se de respeitar seus sentimentos e suas fragilidades, apoiando -a e ouvindo-a atentamente sempre que se sentir ameaçada ou frustrada;

5- estimule-a a perceber que os erros são uma possibilidade de aprendizado. Ninguém é perfeito e todos erramos o tempo todo. Ensine-a a lidar com seus fracassos de forma positiva; e

6- estimule-a a perceber que suas forças podem ser consideradas de forma positiva para a sua transformação pessoal a cada dia. Assim, ela será incentivada a se tornar uma pessoa melhor a cada dia.

A partir de todas essas possibilidades, você estará preparando sua criança para a vida e transformando-a em um adulto com grande potencial para o sucesso. E sucesso é o que todos nós, pais e mães, desejamos aos nossos pequenos, não é verdade?

Pense a respeito e caso você perceba que está negligenciando a autonomia de sua criança, reveja seu comportamento. Nunca é tarde para uma mudança de rumos.

Ficamos por aqui, esperando que você desenvolva todas as potencialidades de seu (a) filho (a).

Beijos iluminados e até a próxima!!!

 

 

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