A síndrome da “super mãe”

Olá! Tudo bem com você?

Se você é mãe, já deve ter vivido situações em que suas vontades, emoções, desejos ou diversões foram deixados de lado em benefício de sua família, não é verdade?

Essa é uma atitude muito comum entre as mulheres que cresceram ouvindo aquela velha história de que a mulher é “multitarefa” e que dá conta de tudo, certo?

Pois bem… Hoje iremos refletir sobre essa questão e você perceberá que não é bem assim.

Quando uma mulher constitui uma família, ela normalmente traz consigo um “download” repleto de crenças limitantes que prejudicam sua saúde física, emocional e conjugal.

Crianças crescem vendo suas mães abrindo mão de inúmeras coisas em “benefício” da família. Vamos citar alguns exemplos simples dessa situação:

  • Almoço de família ou comemorações: o que vemos? Mulheres reunidas na cozinha trabalhando, cuidando da comida, da organização do ambiente e das crianças. Algum homem ajudando nessa tarefa? Frequentemente não, pois os homens geralmente estão reunidos de forma descontraída, bebendo ou conversando com os amigos, desfrutando de suas horas de lazer;
  • Fim de semana no clube ou na praia: o que percebemos? Novamente mulheres preocupadas, atentas a todos os lugares em que os filhos estão, correndo atrás de crianças que se distanciam dos pais ou amparando os filhos em determinados brinquedos nos parquinhos. Os pais das crianças, onde estão? Podemos encontrá-los cercados de amigos, bebidas, risadas e muita descontração;
  • Reuniões de escola: quem comparece? Na grande maioria dos casos, são as mães que se fazem presentes, pedem autorização ao chefe para chegarem mais tarde ou avisam que irão se atrasar por estarem na escola dos filhos;
  • Consultórios de pediatras: quem encontramos nas salas de espera? Mães com bolsas de crianças, enormes olheiras resultantes de uma noite mal dormida e um sorriso nos lábios ao comentar com as outras mães as “gracinhas” de seu filho.

Essas são cenas muito comuns que continuamos reproduzindo sem refletir sobre suas consequências. Permanecemos assumindo responsabilidades que poderiam ser redistribuídas e compartilhadas em nossos lares. E nossos filhos continuam crescendo e reproduzindo novamente o mesmo “download”.

E a pergunta que fazemos é: até quando? Quando perceberemos que a família é uma comunidade e que todos devem se respeitar, se ajudar e compartilhar as alegrias, as responsabilidades e as tarefas também?

Mulher multitarefa? Claro que não. Talvez a mulher seja “multiestresse”, “multipreocupação” ou “multicansaço”, apenas isso.

Será que já não é hora da mulher perceber que querendo ser tudo está correndo o grande risco de não conseguir ser nada???

Beijos iluminados pra você!

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